não sei ao certo como estão definidos os períodos letivos atualmente, mas distribuo assim meu grau de satisfação: primário, até a 4ª série, tudo era bom; 5ª à 8ª, complicado; segundo grau tudo era bom de novo. boa parte desse histórico escolar foi com um mesmo diretor, seu ardy.
depois do rigor germânico do altmann -
friedhold altmann pra ser mais específico -, o nome
ardy storck já vinha em uma apresentação mais amena.
a ideia de um diretor mais complacente, mais terno em sua relação como autoridade máxima da escola, não era por pura conveniência.
eu tinha alguns problemas de disciplina, não me convencia de primeira com algumas ordens de professores, não conseguia ser tão cordato quanto exigiam, agia de forma autônoma em diversas situações... volta e meia estava nos
top trends das conversas dos professores (uma ex coordenadora me contou isso muito tempo depois), e se alguns não me viam com bons olhos, em compensação, soube corresponder à condescendência dos q sabiam me levar, bem.
não houve diferença significativa de conduta com a mudança de diretor. acho q foi lá pela 5ª, 6ª série. mas suponho q eu tenha tentado protelar as antes frequentes visitas ao gabinete do diretor. não me lembro do nosso primeiro embate olho a olho, mas entre suposições e lembranças esparças, um fato marcou minha relação aluno/diretor.
no segundo grau tínhamos um grupo de cinco, seis bem
aprontão. eu tinha mudado do diurno pro noturno e quase toda minha turma tinha ficado pra trás. colegas novos e
maiores foram uma injeção de ânimo nas minhas pretensões (fantasia) como líder de gang escolar.
no segundo ano, com quase todos os integrantes do grupo estrangulados em faltas já pela metade do ano, os livros de presença de todas as turmas sumiram. o coordenador do noturno, mais uns tantos professores, caíram em cima de nós, e alguns mais especificamente de mim. a autoria nunca foi assumida, e ficou o dito pelo não dito. mas lembro q quem nunca me apontou o dedo foi o seu ardy, q tbém se revezava no papel de professor naquele ano do ocorrido.
na festa de formatura, já nos finalmentes, quando alguns vieram de novo lançar a tal dúvida a respeito da autoria sobre o fato já pitoresco nos anais escolares, o ardy saiu em minha defesa e o assunto morreu ali, junto com meus últimos momentos de vida escolar.
até hoje mantenho uma relação de respeito e amizade com meu antigo diretor. e assim como ele acreditou em mim, eu tbém acredito muito em sua conduta correta em todo esse imbróglio q está rolando essa semna com ele.
de fato, assim como ele sempre acreditou, eu não fui responsável por aquele sumiço dos livros de chamada ! e vou ser eternamente grato por esse gesto dele !...questão de índole, e essa, não se aprende, mas já se nasce com ela, a boa índole, ou a nem tão boa assim, q joga pro alto o reconhecimento por uma história, em troca da conveniência de lucros maiores....
q interesse
$$$ pode ser maior q
o moral pra uma escola ?